IMOBILIÁRIO: 20 dos 50 municípios mais procurados têm rendas abaixo de 1.000 euros...


As altas rendas praticadas em grandes cidades portuguesas, como Lisboa e Porto, continuam a empurrar a procura de casas para arrendar para os municípios periféricos, onde os preços acabam por subir por efeito contágio. Mas também há municípios onde a alta procura coabita com rendas mais acessíveis. Os dados mais recentes do idealista revelam que em 20 dos 50 municípios mais procurados para arrendar casa em Portugal é possível encontrar rendas medianas inferiores a 1.000 euros mensais. Sem surpresa, nenhum concelho se situa na Grande Lisboa, nem no Algarve. Mas há dois no distrito do Porto.

Uma das tendências já identificados mercado residencial português é a migração da procura de casas para arrendar para os municípios limítrofes das grandes cidades, na tentativa de procurar custos habitacionais mais compatíveis com os salários e o custo de vida, sem perder de vista as vantagens de viver junto a uma metrópole (onde há mais emprego e serviços de educação, saúde e lazer).

Esta realidade é especialmente visível em Lisboa, uma vez que os municípios periféricos à capital voltaram a dominar os primeiros lugares do ranking que reúne os 50 municípios mais procurados para arrendar casa em Portugal no final de 2025, tal como revelam os dados do idealista. A liderar o ranking está Odivelas, sendo seguido por Amadora, Barreiro, Sintra e Loures. Já o próprio concelho de Lisboa encontra-se na 48.ª posição. 

O mesmo se observa no Porto. Neste top 50 da procura de casas no mercado de arrendamento apenas constam seis municípios periféricos à cidade Invicta: Valongo, Paredes, Gondomar, Amarante, Maia e Vila Nova de Gaia. Já o próprio concelho portuense ficou fora deste ranking, encontrando-se na 71.ª posição na classificação geral.





O que também se tem observado é um claro efeito contágio no aumento das rendas das casas dos centros das cidades para os concelhos periféricos. Enquanto a renda mediana em Lisboa se situou nos 1.722 euros mensais - uma das mais altas a nível nacional –, todos os 16 concelhos à volta da capital com alta procura apresentaram preços no arrendamento superiores a 1.000 euros mensais, variando entre 1.694 euros em Oeiras e 1.060 euros na Moita, distrito de Setúbal.

Na metrópole da Invicta o alastramento das subidas no custo de arrendar casa parece ser ainda mais evidente, com as rendas medianas em Vila Nova de Gaia (1.329 euros mensais) a superarem o preço mediano no próprio Porto (1.241 euros) no último trimestre de 2025. Nos municípios de Paredes, Maia e Gondomar, as rendas também superam os 1.000 euros mensais. 

E a mesma realidade é visível no Algarve, onde o elevado custo de arrendamento residencial em Faro (1.710 euros/mês) parece estar a contaminar as rendas em vários concelhos da região, como Albufeira, Olhão, Portimão e Silves, uma vez que todos apresentam preços acima de 1.200 euros mensais.



Onde é que a alta procura convive com rendas abaixo dos 1.000 euros?

O que também salta à vista é que há 20 municípios entre os 50 mais procurados para arrendar casa em Portugal, onde as rendas são inferiores a 1.000 euros mensais. Estes concelhos com custos de arrendamento habitacional mais acessíveis apresentam alta dispersão geográfica, estando todos fora da Grande Lisboa e do Algarve.

O concelho da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, faz parte deste grupo, sendo mesmo o que apresentou as rendas das casas mais baixas (568 euros mensais) e procura expressiva, que se traduz em 23 contactos por anúncio e num 35.º lugar no ranking. 

Há nove casos em que o interesse por arrendar casa é ainda mais intenso – colocando os municípios na primeira metade do top 50 da procura, com 26 ou mais contactos por anúncio – e as rendas medianas continuam abaixo dos 1.000 mensais, mostram os dados do idealista relativos ao fim de 2025:

1. Torres Novas, distrito de Santarém (rendas de 729 euros; 13.ª posição na procura);

2. Oliveira de Azeméis, distrito de Aveiro (781 euros; 14.º lugar);

3. Marinha Grande, distrito de Leiria (802 euros; 18.º lugar);

4. Amarante, distrito do Porto (836 euros; 23.º lugar);

5. Guimarães, distrito de Braga (840 euros; 20.º lugar);

6. Leiria (920 euros; 17.º lugar);

7. Santarém (933 euros; 12.º lugar);

8. Évora (988 euros; 22.º lugar);

9. Valongo, distrito do Porto (993 euros; 7.º lugar).

No extremo oposto estão os municípios mais caros para arrendar casa entre os 50 mais procurados. O mais caro é mesmo o Funchal, na ilha da Madeira, com as rendas mensais nos 1.956 euros. Logo a seguir Lisboa (1.772 euros),  Faro (1.710 euros) e Oeiras (1.694 euros). Estas elevadas rendas podem ajudar a explicar o facto de todos estes concelhos estarem abaixo da 30.ª posição no ranking da procura de habitação no final de 2025.



Metodologia

Calculámos o ranking dos 50 municípios mais procurados durante o quarto trimestre de 2025, entre os que apresentaram uma oferta igual ou superior a 35 anúncios de casas para arrendar no idealista (o marketplace imobiliário do sul da Europa). Depois, foram também analisados os preços medianos dos 50 municípios mais procurados para arrendar casa em Portugal.

Utilizando os dados de comportamento dos utilizadores do idealista, recolhemos o indicador de pressão da procura relativa sobre a oferta. Este indicador baseia-se no número de ‘leads’ (contactos por email, apresentação de ofertas e imóveis guardados em favoritos) recebidos por anúncio no idealista. Por um lado, os ‘leads’ mostram a procura de habitação por parte dos utilizadores. Por outro lado, o número de anúncios mede a oferta habitacional disponível no portal. Desta forma, o indicador sintetiza a pressão da procura de casas para arrendar sobre a oferta em cada município de Portugal, servindo, assim, para medir situações de aquecimento ou arrefecimento do mercado quando a procura relativa é mais alta ou baixa, respectivamente. 

Contactos: +351 913 335 560 / nuno.garrido@casaviva.pt / @nuno_miguelgarrido

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