OUTROS TEMAS: Eclipse Solar de 2026 - o fenómeno que poderá ver em Portugal...



O eclipse solar total marcado para 12 de Agosto de 2026 será um dos eventos astronómicos mais marcantes das próximas décadas na Península Ibérica. O fenómeno não acontece com frequência nesta região e, por isso, tem despertado grande interesse entre entusiastas da astronomia, turistas e curiosos que querem assistir ao momento em que o dia se transforma temporariamente em noite.

Para muitas pessoas, este poderá ser o primeiro eclipse total que terão oportunidade de observar na vida. É por isso natural que surjam algumas perguntas: será possível vê-lo a partir de onde vivo? O que significa exactamente um eclipse? Quanto tempo dura? E será seguro olhar para o céu durante o fenómeno?

Que tipo de eclipse será o de Agosto de 2026?



O evento astronómico previsto para o dia 12 de Agosto de 2026 será um eclipse solar total. Isto significa que, durante alguns minutos, a lua passará exactamente entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar em determinadas zonas do planeta.

Durante esse breve período, conhecido como fase de totalidade, o céu escurece como se fosse final de tarde, as temperaturas podem descer ligeiramente e torna-se possível observar fenómenos raros, como a coroa solar, a atmosfera exterior do Sol que normalmente permanece invisível devido ao brilho intenso da estrela.

Nem todos os locais irão experimentar a totalidade. Apenas as regiões situadas na chamada faixa de totalidade irão observar aquele que será o maior eclipse total do Sol registado nos últimos 114 anos. Fora dessa área, o fenómeno será observado como eclipse parcial, em que apenas uma parte do disco solar fica ocultada pela Lua.

Como posso saber se um eclipse é visível onde moro?



Nem todos os eclipses solares são visíveis da mesma forma em todos os lugares. Para observar um eclipse total, é necessário estar dentro da chamada faixa de totalidade, a área da Terra onde a Lua cobre completamente o Sol durante alguns minutos.

No caso do eclipse de 2026, essa faixa atravessará a Península Ibérica, isto significa que passará por várias regiões de Espanha e tocará também algumas zonas do nosso país. Em áreas fora dessa faixa, o fenómeno ainda poderá ser observado, mas apenas como eclipse parcial, ou seja, o Sol será apenas parcialmente encoberto. Para saber se o eclipse será visível onde vives, poderá:

Consultar os mapas astronómicos online que mostram a trajectória do eclipse;

Estar atento às notícias locais, para que saiba qual a hora exata do eclipse;

Acompanhar algumas aplicações de astronomia ou calendários astronómicos em tempo real;

Ficar a par das informações que são divulgadas por observatórios e instituições científicas.

Estas ferramentas permitem saber a hora exacta em que o fenómeno começa, atinge o seu ponto máximo e termina na sua localização. Se quiser observar o eclipse na sua totalidade, terá de se deslocar ao Parque Natural de Montesinho, em Bragança, o único local em Portugal continental a partir do qual será possível assistir ao fenómeno a 100%.

Se preferir viajar para fora do país, existem outros destinos onde a faixa de totalidade também será visível. Entre eles estão regiões do Ártico, a Gronelândia, a Islândia, algumas zonas da Rússia e várias áreas do norte de Espanha, que deverão atrair milhares de observadores. 

O que significa um eclipse?



Um eclipse solar acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, portanto bloqueará temporariamente a luz solar. O alinhamento precisa de ser muito preciso para que o efeito seja visível. Existem três tipos principais de eclipse solar:

Eclipse total: a Lua cobre completamente o Sol durante alguns minutos;

Eclipse parcial: apenas uma parte do Sol fica encoberta;

Eclipse anular: a Lua cobre o centro do Sol, mas deixa um anel luminoso visível à volta.

Durante um eclipse total, a luz do dia diminui rapidamente e o ambiente pode ficar semelhante ao crepúsculo. Curiosamente sabia que, ao longo dos anos, os eclipses foram interpretados de muitas formas diferentes? Em várias culturas antigas eram vistos como sinais divinos ou presságios. 

Hoje sabemos que se trata de um fenómeno natural perfeitamente previsível, explicado pela astronomia. Ainda assim, para algumas pessoas, os eclipses continuam a ter um significado simbólico. Há quem aproveite este tipo de evento para parar, reflectir ou até fazer pequenas mudanças no dia a dia seja reorganizar a casa ou marcar um novo começo.

Quanto tempo dura um eclipse?



Apesar de parecer um evento muito rápido, um eclipse solar desenvolve-se em várias fases. Desde o momento em que a Lua começa a encobrir o Sol até ao final do fenómeno podem passar duas a três horas. No entanto, a fase mais impressionante, a totalidade, dura muito menos tempo.

Em média:

*a fase total dura entre dois e cinco minutos, dependendo do local;

* nas zonas mais favoráveis do eclipse de 2026, a escuridão poderá aproximar-se dos quatro minutos.

É precisamente por ser tão breve que muitos observadores viajam grandes distâncias para encontrar o melhor local possível para assistir ao fenómeno.

Posso olhar para o céu durante um eclipse?

Esta é uma das perguntas mais importantes. Olhar directamente para o Sol sem protecção adequada pode causar danos graves na visão, mesmo durante um eclipse parcial. Para observar o fenómeno em segurança, recomenda-se:

usar óculos próprios para observar eclipses, certificados para filtrar radiação solar;

utilizar filtros solares em telescópios ou binóculos;

recorrer a métodos de projeção indireta, como caixas de observação.

Óculos de sol comuns não oferecem protecção suficiente.

A única excepção

Durante os breves minutos de totalidade num eclipse solar total, quando o Sol está completamente oculto pela Lua, é possível olhar directamente para o fenómeno.

No entanto, assim que a luz solar voltar a aparecer, é obrigatório voltar a usar protecção.

Por precaução, muitos especialistas aconselham manter sempre os óculos de protecção durante todo o eclipse.

Conseguirei fotografar o eclipse?



Fotografar um eclipse solar pode ser uma experiência inesquecível, mas exige alguma preparação. Deve proteger sempre os seus olhos e câmara fotográfica ao recorrer a filtros solares próprios para câmaras ou telescópios e evite confiar apenas em óculos de sol comuns, que não são suficientes. Um tripé poderá ajudar-lhe a manter a câmara estável durante a captura das imagens, especialmente se utilizar uma lente com grande zoom.

Outro ponto a pensar é a composição da fotografia. Pode optar por uma teleobjectiva para captar detalhes do eclipse, como a coroa solar, ou por uma grande angular para incluir paisagens, pessoas ou elementos naturais em redor. Muitos fotógrafos gostam de aproveitar os momentos imediatamente antes e depois da totalidade, quando surge o chamado “anel de diamante”, para obterem um dos efeitos visuais mais impressionantes do fenómeno.

Contactos: +351 913 335 560 / nuno.garrido@casaviva.pt / @nuno_miguelgarrido

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