OUTROS TEMAS: As invenções dos antigos romanos que ainda usamos...
O conhecimento romano em tecnologia, engenharia e organização social resistiu à prova do tempo, adaptando-se às novas exigências e tecnologias das sociedades modernas.
Muitas das suas invenções e avanços tecnológicos sobreviveram, com variantes, até aos dias de hoje. A seguir, vamos descobrir alguns dos mais surpreendentes.
Aquedutos e canalização de água
Uma das maiores conquistas da engenharia romana foi o seu sistema de abastecimento de água. Os aquedutos são os elementos mais representativos e, talvez, os mais conhecidos do mundo romano.
Estas infraestruturas permitiam transportar água de fontes distantes até às cidades, graças ao uso preciso da gravidade e do declive. Através de canais subterrâneos e elevados, a água chegava a fontes públicas, termas e casas senhoriais.
Hoje, este princípio sobrevive na engenharia hidráulica moderna. Embora utilizemos materiais mais avançados, o conceito base de canalizar a água pela gravidade e distribuí-la através de redes urbanas deriva diretamente do engenho romano.
Betão romano
O uso do betão não é uma característica do Movimento Moderno ou do século XX. Os Romanos misturavam cal viva, pozolana (cinza vulcânica) e pedras para criar um material extremamente resistente que sobreviveu ao tempo em edifícios como o Panteão e o Coliseu. Este material era chamado opus caementicium, ou betão romano.
Hoje, o betão moderno tem uma composição diferente, mas a ideia de um material moldável que endurece com o tempo e permite a construção de estruturas sólidas e de grandes dimensões continua a ser fundamental para a arquitetura e para a engenharia civil.
Estradas pavimentadas
Os Romanos desenvolveram uma vasta rede de estradas calcetadas, que se estendia por mais de 80.000 quilómetros. Estas estradas, construídas com várias camadas de pedra e terra batida, permitiam a passagem eficiente de exércitos, mercadorias e correio.
Muitas delas definiam percursos ainda hoje conservados na actual rede rodoviária europeia, como a Via Augusta em Espanha ou a Via Ápia em Itália.
O princípio de construir estradas estáveis, elevadas e bem drenadas continua a ser a base das estradas modernas. Algumas vias romanas ainda se encontram preservadas e podem ser percorridas a pé em países como Itália, França e Espanha.
Aquecimento por hipocausto
As casas romanas mais sofisticadas (de patrícios e outros cidadãos de estatuto elevado) e, sobretudo, as termas públicas utilizavam um sistema de aquecimento chamado hipocausto, que distribuía ar quente sob o pavimento e através de paredes ocas. Uma forma primitiva mas engenhosa de aquecimento radiante.
Hoje, este princípio foi aperfeiçoado pelas tecnologias modernas, mas o conceito de aquecimento pelo piso continua a ser considerado uma das formas de climatização mais eficientes e confortáveis na arquitectura contemporânea.
Esgotos e saneamento urbano
A Cloaca Máxima de Roma, um dos primeiros grandes sistemas de esgotos do mundo, demonstra o elevado valor que os Romanos atribuíam à higiene e ao saneamento.
Permitindo a evacuação de águas residuais e a prevenção de doenças, era essencial numa cidade que chegou a ter mais de um milhão de habitantes.
Actualmente, os sistemas de saneamento são fundamentais em qualquer centro urbano e muitos dos princípios hidráulicos usados pelos Romanos ainda são aplicados, embora com tecnologias mais avançadas.
Calendário e divisão do tempo
O calendário juliano, instituído por Júlio César em 46 a.C., é o predecessor directo do calendário gregoriano que usamos hoje. Estabelecia um ano de 365 dias, com um dia adicional a cada quatro anos (ano bissexto), e organizava os meses como os conhecemos actualmente.
O calendário foi modificado séculos depois pelo Papa Gregório XIII para corrigir erros acumulados, mas a base do sistema atual permanece romana, incluindo os nomes dos meses como janeiro (Ianuarius), março (Martius) ou julho (Iulius).
Direito romano
Para além das suas invenções materiais, o direito romano influenciou profundamente os sistemas jurídicos de muitas nações. Princípios como a presunção de inocência, a propriedade privada, os contratos e a separação de poderes continuam presentes na legislação moderna.
Não é por acaso que muitas faculdades de Direito ainda estudam o Corpus Iuris Civilis como fundamento do direito civil contemporâneo.
Os jornais
Os Acta Diurna eram publicações de eventos diários na Roma Antiga. Incluíam notícias do Senado, éditos, nascimentos, mortes e até mexericos do fórum. No tempo de Júlio César, até os trabalhos diários do Senado eram tornados públicos.
Tratava-se de um sistema regular de informação pública, acessível e actualizado, que ainda hoje persiste nos meios de comunicação escritos, radiofónicos, digitais e institucionais.
Contactos: +351 913 335 560 / nuno.garrido@casaviva.pt / @nuno_miguelgarrido
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