IMOBILIÁRIO: Portugal supera investimento imobiliário médio da Zona Euro...
A Colliers, empresa global e diversificada de serviços profissionais e de gestão de investimentos, especializada nas áreas do Imobiliário Comercial, Engenharia e Gestão de Investimento, acaba de apresentar o relatório EMEA Capital Markets Snapshot Q1 2026, onde conclui que o mercado imobiliário português iniciou 2026 com uma trajectória de forte crescimento, consolidando-se como um dos mercados mais resilientes e competitivos do Sul da Europa.
De acordo com este relatório da Colliers, o investimento imobiliário em Portugal atingiu os 915 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, representando um crescimento homólogo de 34%. “Este desempenho foi impulsionado por um elevado volume de transacções off-market, com os activos de retalho e hotelaria a demonstrar grande robustez desde 2025. As yields mantiveram-se estáveis, reflectindo a política monetária do BCE e um ambiente de taxas de juro globalmente estável”, sublinha Pedro Valente, managing director da Colliers Portugal.
O desempenho positivo do mercado português surge num contexto internacional marcado por volatilidade geopolítica, taxas de juro elevadas e maior selectividade por parte dos investidores. Ainda assim, Portugal destacou-se pela estabilidade do mercado, pela consistência dos fundamentais imobiliários e pela atratividade contínua dos sectores de retalho e hotelaria, que continuam a captar capital institucional nacional e internacional.
Segundo esta análise da Colliers, a actividade de investimento na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) manteve-se sólida durante o primeiro trimestre de 2026, demonstrando que os investidores continuam activos no mercado, embora com uma abordagem mais prudente e focada em activos com maior previsibilidade de receitas e potencial de valorização estrutural.
“Os investidores continuam comprometidos com o imobiliário europeu, mas estão hoje mais focados em activos resilientes, com geração de rendimento estável e fundamentos sólidos de longo prazo”, refere Luke Dawson, head of Global & EMEA Capital Markets da Colliers.
O relatório EMEA Capital Markets Snapshot Q1 2026 conclui que Portugal apresentou um desempenho significativamente superior ao da média da Zona Euro no arranque de 2026. Enquanto o investimento imobiliário na Zona Euro registou uma quebra média de 26%, Portugal cresceu 32%, posicionando-se entre os mercados com melhor performance nas regiões EMEA, Américas e Ásia-Pacífico.
A Colliers destaca ainda que Portugal apenas ficou atrás de Taiwan em termos de crescimento percentual do investimento imobiliário entre os principais mercados internacionais analisados.
O crescimento registado em Portugal foi impulsionado sobretudo pelos sectores de hotelaria e retalho, que concentraram aproximadamente 75% do volume total transaccionado no primeiro trimestre.
O sector hoteleiro representou 336 milhões de euros de investimento, equivalente a cerca de 37% do mercado, beneficiando do forte desempenho do turismo nacional e da crescente atractividade de Portugal enquanto destino de investimento em hospitalidade. Já o retalho captou 345 milhões de euros, sustentado pela forte procura por activos high-street em Lisboa e Porto, onde a oferta continua limitada e os níveis de procura permanecem elevados.
“O sector hoteleiro continua a afirmar-se como um dos principais motores do investimento imobiliário em Portugal, suportado por métricas operacionais sólidas, menor sazonalidade e interesse crescente de capital internacional”, acrescenta Pedro Valente.
Entre as principais operações do primeiro trimestre de 2026, destaca-se a aquisição do Penha Longa Resort pela L Catterton ao The Carlyle Group, numa transação avaliada entre 120 e 140 milhões de euros, reforçando o interesse internacional por ativos premium no segmento hoteleiro português.
No panorama do Sul da Europa, Espanha liderou o volume de investimento imobiliário com 6,394 mil milhões de euros investidos no primeiro trimestre, seguida por Itália (2,9 mil milhões), França (1,9 mil milhões) e Portugal (915 milhões).
Apesar da diferença de escala, “Portugal continua a afirmar-se como um mercado estratégico para investidores internacionais devido à combinação entre estabilidade institucional, crescimento do turismo, escassez de oferta em segmentos-chave e capacidade de atracção de capital estrangeiro”, afirma Pedro Valente, managing director da Colliers Portugal.
A nível europeu, os sectores de living, logística e industrial continuam entre os mais procurados pelos investidores, acompanhados por segmentos alternativos como data centres, healthcare e senior living.
O relatório antecipa que o mercado deverá manter um perfil transaccional estável durante o segundo trimestre de 2026, sem sinais de desaceleração abrupta, embora com negociações mais selectivas e maior foco em qualidade de activos, localização e segurança de rendimento.
“Estamos perante um mercado que se está a adaptar e continua funcional. O capital não desapareceu — está simplesmente mais disciplinado e focado em segmentos com maior liquidez e melhores fundamentais”, afirma Damian Harrington, head of Global Research da Colliers.
Num cenário internacional ainda marcado por incerteza económica e geopolítica, Portugal surge assim como um dos mercados europeus mais capazes de combinar estabilidade, crescimento e atractividade para capital internacional.
Contactos: +351 913 335 560 / nuno.garrido@casaviva.pt / @nuno_miguelgarrido
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