IMOBILIÁRIO: Compra de casa em Portugal volta a ganhar terreno ao arrendamento
O mercado residencial em Portugal deu uma volta de 180 graus no último ano. No início de 2024, a compra de casas continuava travada, sobretudo, pelo efeito dos altos juros, dando espaço para que o número de casas arrendadas registasse um novo máximo histórico. Mas tudo mudou desde então: a venda de casas ganhou um novo dinamismo, voltando a ganhar importância face ao arrendamento. A combinação da descida dos juros nos créditos habitação com os novos apoios aos jovens para comprar casa ajudam a explicar esta mudança no cenário habitacional.
Ao longo de 2023, o mercado de arrendamento ganhou peso relativo face ao mercado de compra e venda, passando a representar mais de 40% do total de contratos celebrados em ambos os mercados. E a tendência chegou ao seu auge no arranque de 2024: o número de casas arrendadas passou a pesar 44% do total, depois de terem sido selados mais de 26.000 contratos de arrendamento (um máximo histórico). Por essa altura, o número de casas vendidas continuava a cair, sobretudo, pelo efeito dos elevados juros nos empréstimos da casa.
Mas, depois, o mercado residencial mudou: o número de contratos de arrendamento caiu para 23.684 no Verão de 2024, enquanto o número de casas vendidas deu o salto para 40.909 transacções no mesmo período. Assim, a compra de casa voltou a ganhar terreno ao arrendamento, passando a pesar 63% no total de contratos selados em ambos os mercados (peso das casas arrendadas passou para 37%), mostram os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) plasmados no relatório residencial de 2024 elaborado por uma empresa especialista.
Venda e arrendamento de casas em Portugal





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