IMOBILIÁRIO: A sua casa vale mais do que pensa? Estes 5 sinais dizem que sim...
Durante anos, olhámos para a nossa casa apenas como um lugar para viver. Hoje, cada vez mais, olhamos para ela também como património. Mas será que sabemos, de facto, quanto vale a nossa casa?
Muitos proprietários continuam a subestimar o valor do seu imóvel e fazem-no sem se aperceberem de sinais claros de valorização.
Num mercado imobiliário marcado pela escassez de oferta e por uma procura que, apesar do aumento dos preços, continua resiliente em muitas zonas do país, a valorização imobiliária, ainda que desigual, tem sido um fenómeno persistente, especialmente nas áreas urbanas e nos concelhos periféricos com boas acessibilidades.
E nem sempre essa valorização é evidente à primeira vista. Por vezes, esconde-se em detalhes que o proprietário, por hábito ou proximidade emocional, já não consegue ver com distanciamento.
Se tem dúvidas sobre o verdadeiro potencial da sua casa, estes cinco sinais podem ajudar a responder à pergunta: a sua casa vale mais do que pensa?
1. Casas semelhantes estão a ser vendidas rapidamente
Este é um dos sinais mais fiáveis.
Se imóveis semelhantes ao seu, na mesma zona, com tipologia e características próximas estão pouco tempo no mercado, é porque existe procura activa. E onde há procura, o valor tende a subir.
Muitas vezes, o proprietário olha apenas para o preço anunciado. Mas o verdadeiro termómetro está no tempo médio de venda e no facto de esses imóveis não precisarem de grandes reduções para fechar negócio. Um mercado rápido raramente aceita preços “desajustados”.
Em sentido inverso, se vê muitas casas à venda no seu bairro e durante longos períodos, pode significar que não há muita procura ou que os preços pedidos estão inflacionados.
2. O bairro mudou (e não foi por acaso)
A valorização de um imóvel começa, quase sempre, pela envolvente. Infraestruturas, novos serviços, melhores acessos, requalificação dos espaços públicos, comércio de proximidade, ciclovias, escolas, zonas verdes ou até mudanças demográficas: tudo isto pesa, e muito, no valor de uma casa.
Em muitos concelhos, sobretudo nas áreas metropolitanas, zonas outrora secundárias passaram a ser muito procuradas devido ao aumento dos preços nos centros urbanos e à procura por melhor qualidade de vida.
Mesmo que o imóvel seja o mesmo de há 10 ou 15 anos, o contexto envolvente pode ter mudado radicalmente. E o mercado imobiliário valoriza a localização acima de tudo. Esteja atento ao ambiente nas ruas: vê muitos jovens? Famílias estrangeiras? Lojas diferentes? Sente que alguma coisa mudou?
A zona pode ter entrado num daqueles roteiros silenciosos que transformam os espaços. Se o local onde mora é hoje mais procurado do que era quando comprou a casa, esse ganho já está incorporado no seu valor, mesmo que nunca o tenha consciencializado.
3. Fez melhorias estratégicas (mesmo sem grandes obras)
Nem sempre é preciso uma remodelação total para aumentar o valor de uma casa.
Algumas intervenções simples podem ter um impacto significativo: renovação da cozinha ou das casas de banho, substituição de janelas por soluções mais eficientes, melhorias no isolamento térmico geral, otimização dos espaços e da funcionalidade podem traduzir-se em ganhos relevantes na avaliação do imóvel.
As melhorias na eficiência energética, no conforto, no aproveitamento do espaço e na arrumação são cada vez mais consideradas.
Muitos proprietários olham para estas intervenções apenas como despesas. O mercado, porém, vê-as como valor acrescentado e até podem ter um retorno superior ao investimento inicial.
4. Que obras foram feitas… e por quem?
Varandas amplas, luz natural, estacionamento, arrecadação, elevador ou espaços exteriores são atributos cada vez mais escassos em muitas zonas urbanas e, por isso, mais valorizados.
Desde a pandemia que o perfil da procura mudou e os compradores passaram a dar prioridade a casas com áreas exteriores, espaços multifuncionais, boa exposição solar e zonas residenciais mais tranquilas. A flexibilidade laboral levou muitas famílias a saíram do centro das cidades e a procurar casa em zonas que antes consideravam demasiado periféricas.
Se a sua casa reúne algumas destas características, poderá ter ganho valor relativo face a imóveis que não as oferecem, mesmo que tenham a mesma tipologia ou área.
5. Já passaram vários anos desde a última avaliação
Este é talvez o sinal mais comum e o mais negligenciado. Muitos proprietários continuam a basear a percepção do valor da casa no preço de compra, numa avaliação bancária antiga ou em estimativas informais, dadas por pessoas que não são especialistas.
O mercado imobiliário português registou uma valorização acumulada significativa na última década, com especial incidência nos centros urbanos, litoral e zonas com forte procura habitacional, mas também noutras regiões. A escassez estrutural de oferta tem sustentado os preços e, na prática, isso significa que uma casa comprada há 5, 10 ou 15 anos pode hoje ter um valor substancialmente superior sem que o proprietário tenha plena consciência desse facto.
Mais do que mera curiosidade, conhecer o valor actual do seu imóvel é uma decisão estratégica para tomar decisões mais informadas. Pode influenciar uma eventual venda, arrendamento, a renegociação do crédito à habitação, decisões patrimoniais ou mesmo investimentos na melhoria da casa.
Uma análise rigorosa, sustentada por um profissional imobiliário que conheça bem a zona e suportada por dados reais de mercado, permite posicionar o imóvel com rigor e evitar tanto a subvalorização como expectativas irrealistas. Saber o valor do seu património ajuda a planear o futuro.
Contactos: +351 913 335 560 / nuno.garrido@casaviva.pt / @nuno_miguelgarrido
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