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OUTROS TEMAS: Exposições para ver este Verão...



De Coimbra aos Açores, passando por Lisboa, Sintra, Évora e Sagres, reunimos uma selecção de exposições a visitar este Verão. Entre museus, centros de arte, lojas e hotéis, este roteiro convida à descoberta de diferentes artistas, linguagens e territórios.

Pares Ímpares I, curadoria de Nuno Faria

Centro de Arte Contemporânea de Coimbra

Coimbra


A Fundação Arpad-Szenes Vieira da Silva marca o arranque da parceria com o Município de Coimbra, inaugurada com a exposição Pares Ímpares 1, a primeira de quatro a decorrer no espaço do Centro de Arte Contemporânea de Coimbra (CACC) entre Junho deste ano e Outubro de 2027.


Pares Ímpares reúne obras de três colecções institucionais — a Colecção do Município de Coimbra, a Colecção de Arte Contemporânea do Estado, em depósito no CACC, e a Colecção da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva—, às quais se juntam obras de duas colecções privadas sediadas em Coimbra: a Colecção de Eduardo Rosa e a Colecção de Isabel e Carlos Mimoso.


A exposição estrutura-se a partir de um princípio de montagem simples: a aproximação sucessiva de duas obras que podem ou não ter evidentes pontos de contacto entre si, iniciando-se com um diálogo entre duas das mais singulares e extraordinárias pintoras portuguesas, Aurélia de Sousa e Vieira da Silva, em torno da própria ideia de vocação artística. De permeio, conta as mais diversas histórias, propõe os mais inusitados encontros, estimulando o imaginário dos visitantes para além dos caminhos batidos da história de arte. Integra obras de 53 artistas, de diferentes gerações e contextos artísticos, portugueses ou estrangeiros.


Pares Ímpares I estará em exibição no Centro de Arte Contemporânea de Coimbra, no Largo de Almedina, 11, em Coimbra, até 20 de Setembro.

 

2º Ciclo Expositivo, curadoria de Nuno Faria

Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva

Lisboa


Ao longo de um ano de programação, estruturada em três ciclos, os visitantes terão oportunidade de ver ou rever as obras de Arpad Szenes e de Vieira da Silva através da apresentação sucessiva de núcleos da coleção, expostos em diálogo ou lado-a-lado com projetos individuais de artistas de diferentes gerações. O segundo ciclo expositivo, inaugurado a 21 de Maio, segue a lógica curatorial da programação anual, e acolhe, em diálogo com as obras de Arpad Szenes e Vieira da Silva, os artistas Carlos Noronha Feio, João Paulo Feliciano, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Sara & André e Lourdes Castro.

O 2º Ciclo Expositivo está patente no Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva, Praça das Amoreiras, 56, em Lisboa, até 13 de Setembro de 2026.

 

Névoa Vermelha da Noite, de Maria Capelo

Bairro Alto Hotel

Lisboa


Até ao fim de Julho ainda há tempo para descobrir a exposição “Névoa Vermelha da Noite”, de Maria Capelo, no Bairro Alto Hotel. A mostra reúne pinturas e desenhos de uma artista com um percurso consolidado na arte contemporânea portuguesa e presença em importantes coleções públicas e privadas.


Paisagens intensas, céus dramáticos e linhas de terreno atravessam as obras, num universo visual onde memória, natureza e imaginação convivem de forma muito própria. Dividida entre a galeria do hotel, com entrada pela Rua do Alecrim, e a Mezzanine, um dos espaços mais emblemáticos do Bairro Alto Hotel, a exposição convida a descobrir de perto o universo visual de Maria Capelo. A mostra reforça também a ligação de longa data do Bairro Alto Hotel à arte contemporânea portuguesa, tornando o hotel não apenas um lugar de passagem, mas também um destino cultural aberto à cidade.


Névoa Vermelha da Noite estará em exibição no Bairro Alto Hotel, na Praça Luís de Camões, 2 (Mezzanine) e na Rua do Alecrim, 109 (galeria), em Lisboa, até 31 de Julho. A entrada é livre.

 

AWAKENING, de Weronika Anna Rosa

Tivoli Avenida Liberdade

Lisboa


Integrada na iniciativa “Tivoli Art Collection - Make Room for Masterpieces”, AWAKENING, de Weronika Anna Rosa, é uma instalação que nasce do encontro entre arte, ciência e memória, evocando a nossa ligação profunda ao mundo vegetal e à sua fragilidade no presente. A partir de herbários históricos, de investigações de campo e de dados da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, a artista transforma plantas em risco em silhuetas monumentais, ampliadas para além da escala do corpo humano. As figuras vegetais, suspensas no lobby e átrio principal do hotel Tivoli Avenida Liberdade, tornam-se presenças quase quiméricas, simultaneamente delicadas e imponentes, convocando uma atenção renovada ao que habitualmente passa despercebido.


Longe de ser apenas uma meditação sobre a perda, AWAKENING propõe-se como uma celebração da vida em todas as suas formas, um elogio à persistência dos seres vivos e à sua capacidade de resistência. Observando, desenhando e pintando estas plantas, a artista pratica um gesto de cuidado: documentar, lembrar, transmitir. No contexto do Tivoli Avenida Liberdade, as telas em tecido convertem o espaço do hotel num lugar de interseção sensorial, onde quem passa é envolvido por um jardim de sombras e cores, entre a memória de um herbário e a experiência física de caminhar entre plantas de escala quase arquitectónica.

AWAKENING encontra-se em exibição no lobby do hotel Tivoli Avenida Liberdade, Av. da Liberdade, 185, em Lisboa, até 31 de Agosto.

 

A QUATRO MÃOS: Olaria Pintada em Viana do Alentejo, de Passa ao Futuro

Depozito

Lisboa


Criada pela Passa ao Futuro em 2021, a Residência Criativa de Olaria Pintada tem como principal objectivo promover o encontro entre designers, ilustradores e as últimas olarias de Viana do Alentejo ainda em actividade: Olaria Feleciano Agostinho e Olaria Mira Agostinho. Desta colaboração resultam peças tradicionais em barro vermelho — como alguidares, jarros, bilhas de água e pratos, entre outras — reinterpretadas através de novas linguagens decorativas desenvolvidas pelos artistas em residência, estabelecendo um diálogo entre o design contemporâneo e o saber-fazer artesanal. 


A iniciativa, que este ano celebra a sua 4.ª edição, promoveu o encontro entre os artistas Carolina Celas, Célia Esteves, Claudia Lancaster e Nicolau, os oleiros Feleciano Agostinho e Feliciano Mira Agostinho, e as pintoras Rosa Baptista, Mariana Almeida e Elisabete Francisco, dando origem às obras agora apresentadas nesta exposição. Entre elas encontram-se alguidares pequenos e grandes, pousa-colheres e vasos que, sem perderem a sua funcionalidade e ligação à tradição, foram reinterpretados através das linguagens visuais dos artistas em residência. 


A QUATRO MÃOS: Olaria Pintada em Viana do Alentejo está em exibição no Depozito, na Rua Nova do Desterro, 21, em Lisboa, até 30 de Agosto. A entrada é livre.

 

O Fundo do Mundo, de Grada Kilomba

Albuquerque Foundation

Linhó, Sintra


A Albuquerque Foundation, em Sintra, apresenta O Fundo do Mundo, a primeira grande exposição individual de Grada Kilomba em Portugal em quase uma década. Com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, a mostra reúne instalações de grande escala, site specific e vídeo, propondo uma cenografia do futuro a partir de uma questão filosófica urgente levantada pela artista: “O que o fundo do mar nos diria amanhã, se esvaziado de água hoje?”. Partindo do leito dos oceanos enquanto lugar de memória, simultaneamente arquivo natural de transformações geológicas e repositório de rastros da acção humana, da escravatura e do colonialismo às guerras, crises climáticas e genocídios contemporâneos.


Após décadas de trabalho internacional desenvolvido a partir de Berlim, esta exposição marca o regresso da artista a Portugal e apresenta um conjunto significativo de obras inéditas no país, entre as quais 18 Verses (2022), Labyrinth (2024) e Opera to a Black Venus (2024).


O Fundo do Mundo encontra-se em exibição na Albuquerque Foundation, na Rua António dos Reis.

 

Connections: Obras da Coleção Albuquerque, curadoria de Becky MacGuire

Albuquerque Foundation 

Linhó, Sintra


Connections é a exposição inaugural da Coleção Albuquerque na sua nova casa. Através de quase trezentas peças de estilos, épocas e técnicas diversas, a mostra evidencia as muitas “conexões” que, ao longo de séculos, se estabeleceram entre povos e culturas muito distantes, estimuladas pela produção e pelo comércio da cerâmica e, principalmente, da porcelana.


Connections: Obras da Colecção Albuquerque encontra-se em exibição na Albuquerque Foundation, na Rua António dos Reis, 189, Linhó, em Sintra, até Novembro de 2026.

 

INDIA, curadoria de Hervé Perdiolle

Palácio Duques de Cadaval

Évora


O Palácio Duques de Cadaval apresenta INDIA, uma exposição que traz até Évora um dos mais amplos e inesperados olhares sobre a arte contemporânea indiana apresentados em Portugal. Com curadoria de Hervé Perdriolle, figura central na forma como a arte contemporânea não ocidental tem sido pensada e apresentada internacionalmente, INDIA reúne cerca de quinze artistas de diferentes contextos — do urbano às comunidades tribais —, convidando a descobrir uma diversidade de práticas e visões que raramente se cruzam no mesmo espaço. Mais do que uma exposição, é um espaço para novas leituras sobre a criação artística global, colocando em diálogo linguagens contemporâneas e tradições profundamente enraizadas. 


Apresentada fora dos grandes centros urbanos, a exposição reforça a crescente importância da descentralização cultural em Portugal, caminho que tem vindo a ser consolidado pelo Palácio Duques de Cadaval ao longo dos últimos anos, afirmando-se como uma plataforma activa na circulação de discursos artísticos internacionais e na criação de pontes entre diferentes geografias culturais.


INDIA encontra-se em exibição no Palácio Duques de Cadaval, em Évora, até 25 de Outubro.

 

15 Anos, 15 Artistas em Residência

Martinhal Sagres Beach Family Resort

Sagres

 

Ao longo dos últimos 15 anos, o Martinhal Sagres consolidou-se como um dos mais relevantes promotores da criação artística contemporânea no Algarve, desenvolvendo anualmente, através do Art, Design & Wellbeing Weekend, um programa continuado de residências artísticas e projetos culturais que tem apoiado artistas, marcas e artesãos portugueses. Integrando a arte na experiência de hospitalidade desde a sua fundação, o Martinhal tem vindo a construir uma relação duradoura com a comunidade criativa nacional, incentivando a experimentação, a produção de novas obras e o diálogo entre arte e público.

A exposição 15 Anos, 16 Artistas em Residência assinala este percurso através da reunião de dezasseis artistas que desempenharam um papel marcante nas doze edições do projeto Art, Design & Wellbeing Weekend e noutras iniciativas culturais promovidas pelo Grupo Martinhal. Participam nesta retrospectiva Ana Pérez-Quiroga, Inez Teixeira, Rodrigo Oliveira, Jorge Santos (1974-2022), Rui Sanches, Teresa Pavão, Kruella d'Enfer, AKACORLEONE, Tamara Alves, Vasco Águas, Pedro Batista, Maria Imaginário, Graça Paz, Oficina Marques, Henriette Arcelin e Márcio Vilela. Em conjunto, os seus trabalhos testemunham a diversidade de linguagens, práticas e gerações que caracterizam este programa, celebrando quinze anos de compromisso com a arte contemporânea em Portugal.


15 Anos, 16 Artistas em Residência encontra-se em exibição no lobby e no restaurante O Terraço do hotel Martinhal Sagres, na Quinta do Martinhal, em Sagres, até ao final de Outubro de 2026. A entrada é livre

 

Sete Retratos e Outras Obras em Forma de Enlace

Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas

São Miguel, Açores


O Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas, em São Miguel, nos Açores, apresenta Sete Retratos e Outras Obras em Forma de Enlace, uma mostra inédita concebida especificamente para o espaço que celebra a profunda ligação artística e pessoal entre Vieira da Silva e Arpad Szenes.


Através de um conjunto diversificado de suportes como a pintura, o desenho e a gravura, a exposição traça um arco temporal que se estende de 1931 a 1975. A selecção de obras revisita a trajectória de um casal cujo encontro, em 1930, deu início a mais de cinco décadas de vivência partilhada entre Paris, Lisboa e o período de exílio no Rio de Janeiro durante a Segunda Guerra Mundial. A exposição integra obras de Arpad Szenes e Vieira da Silva, e conta a história de uma relação intensa e artisticamente fecunda, ao longo da qual temas como o amor, a felicidade, a guerra, o exílio, a saudade, a liberdade e a amizade percorrem e estruturam o espaço expositivo. As obras fazem parte da coleção do museu homónimo em Lisboa, instalado na histórica Antiga Fábrica de Tecidos da Seda, um marco da arquitetura pombalina pós-terramoto de 1755.


Sete Retratos e Outras Obras em Forma de Enlace resulta de uma parceria entre a Fundação Arpad Szenes — Vieira da Silva, a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e o Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas,  sito na Rua Adolfo Coutinho de Medeiros, Ribeira Grande, em São Miguel, onde estará patente até 8 de Novembro. 


Contactos: +351 913 335 560 / nuno.garrido@casaviva.pt / @nuno_miguelgarrido

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