IMOBILIÁRIO: Renda das casas sobe 4,9% em Agosto e afasta-se da tendência de queda...
As rendas das casas em Portugal estão novamente a ficar mais caras, tendo aumento 4,9% em Agosto face há um ano, revela o idealista. E este é o segundo mês consecutivo em que os preços das casas para arrendar no país sobem, afastando-se da tendência de queda observada durante o primeiro semestre de 2026. Com o novo aumento dos preços agora registado, arrendar casa em Portugal passou a ter um custo mediano de 18,1 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês passado. Mas há diferenças significativas entre regiões, e até em sentido contrário, como por exemplo entre Lisboa e Porto, onde as rendas aumentaram e desceram, respectivamente, tal como mostra o índice de preços do idealista.
O agravamento do custo de arrendar casa - sentido na maioria das grandes cidades do território nacional e ilhas - mostra como a procura continua a pressionar este mercado num contexto de escassa oferta residencial. Este cenário poderá, no entanto, começar a mudar em breve no país com a revisão do regime do arrendamento urbano do Governo da AD, cujas novas regras entraram ontem em vigor e visam reforçar a liberdade dos contratos e agilizar os despejos, por exemplo.
Por outro lado, a subida das rendas pode explicar-se por um redirecionamento da procura de habitação, devido às recentes dificuldades acrescidas na compra de casa, nomeadamente ao nível do crédito habitação. Isto devido à subida dos juros e aperto dos critérios de concessão por parte dos bancos, no âmbito das novas regras de taxa de esforço do Banco de Portugal. Os preços de venda também continuam a subir, ainda que o ritmo tenha abrandado em Agosto, segundo os dados mais recentes do idealista.
Rendas sobem na cidade de Lisboa – mas caem no Porto
O preço das casas para arrendar no país aumentou em nove das 14 capitais de distrito (ou de regiões autónomas) analisadas e com amostras representativas, tendo descido nas restantes cinco entre Agosto de 2026 e o mesmo mês o ano passado.
As maiores subidas anuais das rendas das casas registaram-se em Viana do Castelo (32,2%), Aveiro (23,8%), Funchal (11,3%) e Braga (10,7%). Seguem-se Santarém (9,9%), Lisboa (7%), Setúbal (4,8%), Leiria (4,2%) e Évora (2,5%).
Em sentido contrário, as maiores descidas anuais das rendas observaram-se em Coimbra (-8,2%), Faro (-6,4%), no Porto (-6,3%) e em Castelo Branco (-1,3%). Em Viseu, os preços do arrendamento mantiveram-se praticamente estáveis, com uma variação de -0,2%.
Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar casa, com um preço mediano de 24,5 euros/m2, seguida do Porto (18,6 euros/m2) e do Funchal (17,3 euros/m2). Logo depois surgem Faro (15,1 euros/m2), Aveiro (14,6 euros/m2), Setúbal (13,9 euros/m2) e Coimbra (12,9 euros/m2). Seguem-se Viana do Castelo (12,5 euros/m2), Évora (12 euros/m2) e Braga (11 euros/m2).
As capitais mais económicas para arrendar uma habitação no país continuam a ser Castelo Branco (7,2 euros/m2), Viseu (8,1 euros/m2), Leiria (9,4 euros/m2) e Santarém (9,7 euros/m2).
Arrendar casa fica mais caro na maioria dos distritos e ilhas
Nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar subiram em 14 dos 19 distritos e ilhas analisadas, mantiveram-se estáveis num território e desceram nos restantes quatro, mostram dos dados do idealista referentes a agosto.
As maiores subidas anuais das rendas das casas registaram-se em Faro (22,8%), Viana do Castelo (19,3%), Aveiro (16%), ilha de São Miguel (12,6%), Bragança (11,7%), ilha da Madeira (10,4%) e Guarda (10,3%). Registaram-se ainda aumentos dos preços neste mercado em Braga (9,6%), Leiria (8,2%), Lisboa (7,8%), Portalegre (5,5%), Setúbal (3,7%), Santarém (1,9%) e Évora (1,1%).
Em sentido contrário, as maiores descidas anuais das rendas das habitações observaram-se em Vila Real (-15,5%), Coimbra (-6,3%), Porto (-5,9%) e Castelo Branco (-1,8%). Já em Viseu o custo do arrendamento manteve-se estável, com uma variação de 0,5%.
O distrito de Lisboa lidera o ranking dos distritos e ilhas mais caras para arrendar casa, com um preço mediano de 22,2 euros/m2, seguido do distrito de Faro (21,3 euros/m2). Logo depois surgem a ilha da Madeira (16,2 euros/m2), Porto (16,1 euros/m2) e Setúbal (14,4 euros/m2).
Com valores das rendas iguais ou acima dos 10 euros/m2 encontram-se ainda ilha de São Miguel (12,2 euros/m2), Coimbra (11,7 euros/m2), Aveiro (11,6 euros/m2), Leiria (10,8 euros/m2), Évora (10,7 euros/m2), Viana do Castelo (10,7 euros/m2) e Braga (10,3 euros/m2).
No segmento intermédio surgem Santarém (8,6 euros/m2), Castelo Branco (7,9 euros/m2), Viseu (7,5 euros/m2), Vila Real (7,4 euros/m2) e Bragança (7,3 euros/m2). O distrito mais económico para arrendar casa continua a ser Guarda (6 euros/m2), seguido de Portalegre (7,2 euros/m2).
Rendas dão salto no Algarve – mas descem na região Norte
Nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar subiram em seis das sete regiões portuguesas analisadas e desceram apenas no Norte (-6,3%).
As maiores subidas das rendas, em termos anuais, registaram-se no Algarve (22,8%), seguido do Alentejo (11%), da Região Autónoma da Madeira (10,3%) e da Região Autónoma dos Açores (8,8%). Verificaram-se ainda subidas na Área Metropolitana de Lisboa (7,6%) e no Centro (4,2%).
A Área Metropolitana de Lisboa supera o Algarve como a região mais cara do país para arrendar casa, com um preço mediano de 21,5 euros/m2. A região algarvia aparece em segundo lugar com o custo de 21,3 euros/m2, seguida da Região Autónoma da Madeira (16,2 euros/m2) e do Norte (14,5 euros/m2).
Logo depois está o Alentejo (11,6 euros/m2), a Região Autónoma dos Açores (11,1 euros/m2) e o Centro (10,6 euros/m2), sendo estas as regiões mais económicas para arrendar uma habitação.
Índice de preços imobiliários do idealista
O idealista actualizou a metodologia do seu índice de preços da habitação para se adaptar às mudanças do mercado. Os novos filtros da plataforma permitem identificar e excluir do cálculo produtos como o arrendamento sazonal ou de férias, que não reflectem o mercado residencial convencional. Além disso, foi reforçado o processo de detecção de valores anómalos com técnicas estatísticas mais robustas. A nova metodologia foi aplicada retroativamente a toda a série histórica, a fim de garantir a comparabilidade dos dados.
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.
Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.
Contactos: +351 913 335 560 / nuno.garrido@casaviva.pt / @nuno_miguelgarrido




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